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sexta-feira, 11 de março de 2022

Casados, porém Sozinhos

 Casados, porém Sozinhos

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                                                                                                                                        Pr. Alan Kleber

“A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida.” (A. Nicodemus).

É possível ser casado, mas ao mesmo tempo sentir-se sozinho, isolado? Parece uma pergunta estranha, porém o isolamento acontece até mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Com isso não quero dizer que ficar sozinho às vezes é algo inerentemente mal. Quando Jesus nos ensina a respeito da oração devocional e particular, por exemplo, ele nos diz que isso deveria ser feito secretamente (Mt 6.6). Ele mesmo procurava lugares isolados quando necessitava orar ao Pai e desfrutar de comunhão com Ele.

Contudo, o isolamento a que me refiro é fruto do espírito da época em que vivemos e que está separando o marido de sua mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade, companheirismo e amizade.

A sociedade brasileira pós-moderna caracteristicamente veem fragmentando ou colocando em compartimentos as relações interpessoais a ponto de vivermos por vezes isolados. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. A situação é ainda mais grave quando refletimos e consideramos que fomos criados como seres sociais. As consequências trágicas, portanto de se viver em isolamento geralmente provoca tristeza, ansiedade, angústia e depressão, e, em casos extremos, o suicídio.

Que fatores têm contribuído para que maridos e esposas se sintam cada vez mais solitários?

(1) Cosmovisões diferentes tendem a separar os casais. No mundo em que vivemos as diferentes percepções da vida, da fé e da família com sua diversidade de sistemas e valores tão complexos separam os casais. Esse é um problema antigo, mas que com o passar dos séculos vem se agravando à medida que as pessoas nascem e crescem sob visões de mundo completamente diferentes.

(2) A pós-modernidade tem passado a ideia de que o casamento é um relacionamento na base do meio a meio. Você paga as contas e eu a prestação da casa. Eu pago a escola dos meninos e você o supermercado. No primeiro domingo eu vou para a igreja, mas no próximo eu descanso e você é quem vai! Isto é, cada um dá um pouco de si. Mas será que isso funciona de verdade? A Bíblia nos ensina que o padrão cristão não é meio a meio (50/50), mas 100/100. O casamento cristão envolve uma total entrega (Ef 5.22-33). Eu não posso dar uma parte do meu tempo, da minha vida, mas investir tudo de mim em favor do meu cônjuge.

(3) O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Quando eu busco a minha própria realização pessoal e deixo meu cônjuge de lado, estou sendo egoísta. Acreditar que o marido pode obter sucesso independentemente do apoio e colaboração de sua mulher e ainda manter um bom casamento é uma ilusão bastante comum em nossos dias. Na prática, isso nunca dá certo.

4) Problemas não resolvidos. Quando o casal guarda as mágoas do passado, não resolvendo problemas pendentes, a tendência é cada um viver em sua própria “ilha”, isolado. Pesquisas mostram que grande parte dos casais que passam por experiências traumáticas que não são devidamente tratadas, se separam ou se divorciam.

(5) A popularização da infidelidade conjugal. A mídia tem se ocupado em popularizar a ideia de que a traição é algo normal. Não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional (exemplo: uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto) provoca o isolamento entre os cônjuges. A infidelidade começa sempre no coração (Mt 5.28).

(6) O estilo de vida frenético. O ritmo de vida acelerado do mundo atual contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros. Quase não temos tempo para conversar com o nosso cônjuge ou nossos filhos sobre o que fazemos no dia-a-dia.

(7) Outro fator é nosso hábito cada vez mais comum de eliminar o contato humano preferindo os atuais meios de comunicação. O hábito brasileiro de assistir TV é um problema muito mais grave do que aparece na tela. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala assistindo TV, e estar perfeitamente isolados uns dos outros. Você já percebeu que a grande maioria dos moradores das grandes cidades mesmo cristãos raramente conhece seus vizinhos? Todo o moderno sistema de comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada vez mais o contato humano: Internet, email, redes sociais, etc.

O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos.

O problema é que quanto mais nos isolamos em nossas “ilhas particulares”, mais e mais nos desconectamos uns dos outros. Como o casal cristão deve encarar esse desafio imposto pela pós-modernidade? Os cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo, mas não amor; isso quando ainda tem sexo! O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que os problemas mencionados acima podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados de surpresa![1]

Como os casais cristãos podem vencer o isolamento?

(1) Aproximando-se mais de Deus. Quando buscamos uma maior intimidade com o Senhor através da leitura da Bíblia e oração diária somos capacitados por Deus para nos aproximar do nosso cônjuge. Isso me faz lembrar a ação graciosa de Deus quando foi ao encontro de Adão e Eva. O pecado poderia ter causado o isolamento entre os nossos primeiros pais, mas a comunhão restauradora do Senhor trouxe aos seus corações esperança.

(2) Planejando bem o tempo juntos. Procure gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam. Eu sei que em geral os homens gostam de assistir futebol e as mulheres de filmes românticos. Entretanto, planejando bem a qualidade do tempo que passamos juntos enquanto casal, conversando, passeando, viajando ou fazendo qualquer outra coisa em comum quebrará toda e qualquer ideia de viver isolado.

(3) Exercitando o perdão e buscando a reconciliação. O seu cônjuge pode estar isolado porque você o ofendeu ou magoou. Na vida conjugal é preciso em alguns momentos deixar o orgulho e a vaidade de lado, pedir perdão e buscar a reconciliação com aquele(a) que tanto amamos. A Bíblia nos ensina: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo” (Ef 4.32).

(4) Buscando ajuda espiritual. Quando a coisa apertar não deixe de buscar ajuda espiritual. Pastores, presbíteros* e conselheiros cristãos são vocacionados por Deus para apascentar as famílias oferecendo por meio da Bíblia apoio e soluções para momentos de crise conjugal.

Não deixe que o isolamento acabe a alegria e o prazer do seu casamento. Parece estranho, mas casados também podem ser felizes juntos!



[1] LOPES, Augustus Nicodemus. Maridos solitários, esposas solitárias. http://www.ipb.org.br/portal/artigos-e-estudos.

* MINHA NOTA: Pastores e presbíteros, na Biblia, são o mesmo.


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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

A Comunicação no Casamento


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Atender as nossas necessidades e expectativas as do nosso cônjuge, e tudo isso harmoniosamente, tem sido um grande desafio através dos séculos. O primeiro problema de comunicação surgiu no Éden, quando nossos primeiros pais, Adão e Eva pecaram contra Deus. Como filhos de Adão, o pecado também afetou todas as áreas da nossa vida, inclusive a comunicação.

Um casamento bem sucedido é construído e mantido pela ponte da boa comunicação. Para lograrmos êxito precisamos de uma boa comunicação. Para que nossa comunicação seja satisfatória é necessário que cada um expresse seus pensamentos, sentimentos e desejos de modo que o outro ouça e entenda.

Parece simples, mas não é. Pastores e conselheiros afirmam que as queixas mais ouvidas são do tipo: “ele simplesmente não se comunica. Há anos eu tento fazê-lo conversar comigo”. Ou então: “é impossível entendê-la. Não há sintonia entre nós. Portanto, eu desisto, não quero mais viver com ela”.

Surgem então os problemas. As dificuldades de comunicação concebem intermináveis conflitos provocados em sua grande maioria por problemas comuns e básicos. Começamos a nos armar como se fossemos travar uma verdadeira briga contra um terrível inimigo. Mas espere aí! Ele é o nosso próprio cônjuge! E por falar em brigas... Em sua opinião, quais são as principais armas que temos levado à briga? Neste post gostaria de compartilhar com você pelo menos algumas armas que considero extremamente letais para o casamento:

PRINCIPAIS ARMAS CONTRA A COMUNICAÇÃO EFICAZ

1. Memória rancorosa. Conhecida também como “síndrome do baú”, diz respeito às mágoas do passado que guardamos por muito tempo e que trazemos à memória justamente no momento de uma discussão, prejudicando o nosso relacionamento e destruindo a ponte para o diálogo.

2. Frases duras e desnecessárias. Por que precisamos discutir algum assunto ou reclamar de alguma coisa com raiva? Por que gritamos e usamos palavras tão duras? Você já notou que até a expressão de nosso rosto muda quando somos grosseiros. O que ensinamos para os nossos filhos quando agimos assim? O que você faria se alguém entrasse na sua casa no exato momento em que você está brigando com seu cônjuge?

3. Comparações sem nenhum sentido. A esposa se desentendeu com o marido porque ele deixou mais uma vez os sapatos na sala ou não abaixou a tampa do vaso sanitário, mas a discussão se avoluma e sem nenhuma objetividade e inteligência vai parar nas comparações entre as sogras. Pobres sogras, sempre sobra pra elas! As comparações sem sentido são semelhantes à tentativa de se apagar um incêndio com gasolina.

4. Ataques pessoais. Esta é uma arma terrível. Não há coisa mais triste do que ferirmos aquele que prometemos amar, honrar e respeitar com gozações, apelidos e ridicularizações. Os maridos nunca devem rir ou fazer gozações quando estiverem discutindo alguma coisa com sua esposa. Já as mulheres não podem usar o excesso de lipídios abdominais de seu marido para ridicularizá-lo em meio a uma discussão só porque ele é buchudinho[1].

5. Silêncio total. O casal briga e depois fica sem se falar na mesma casa por semanas evitando o encontro. Os filhos percebem e acham tudo muito estranho. Parece que seus pais não se conhecem. Nós maridos somos experts nisso, “matamos na unha” quando ficamos chateados e ainda batemos no peito dizendo: “a nossa melhor arma é o silêncio”. Mas onde fica o diálogo nisso tudo?

O QUE FAZER E NÃO FAZER NA COMUNICAÇÃO?

1. Não levante o passado de seu cônjuge, mas perdoe. O livro de Provérbios diz que “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Pv 21.23). O perdão sincero constrói sólidas pontes para uma comunicação sincera e amorosa entre o casal.

2. Não seja grosseiro, mas educado como se tratasse um estranho. Você já percebeu que dificilmente nós tratamos um estranho com grosserias? Por que deve ser diferente com quem tanto amamos? A Bíblia diz que “O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta” (Pv 15.18). Quando usamos a Palavra de Deus em nossa comunicação transformamos uma briga em entendimento pacificador e cheio de perdão (Pv. 15.1).

3. Não conte histórias sem fim, antes seja conciso e objetivo. As diferenças ou divergências sempre existirão, e nós precisaremos sempre enfrentá-las com objetividade. Em meio a uma discussão nunca fuja do foco. Esteja pronto para ouvir, tardio para falar e se irar (Tg 1.19). “A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.” (Pv 19.11).

4. Não pague na mesma moeda, antes seja positivo, amável, altruísta (ainda que não sinta vontade). “Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.” (Pv 24.29). As palavras sábias em meio a uma discussão promovem a cura das feridas porque são cheias de amor e de encorajamento (Pv 12.18; 16.24). Nunca demore para perdoar ou pedir perdão.

5. Não fique emburrado, nem dê tratamento silencioso, mas seja cooperador e edifique ao seu cônjuge com suas palavras. Se usarmos a Bíblia como o fundamento da nossa comunicação nós edificaremos quem mais amamos com nossas próprias palavras. O silêncio não pode ser utilizado pelo casal como uma arma da carne. Devemos falar a verdade em amor (Pv 27.5) e sempre ouvir também, pois isso faz muito bem para o relacionamento (Pv 19.20).

COMO MELHORAR A MINHA COMUNICAÇÃO?

(1) Seja dedicado. Se você deseja que o seu cônjuge mude, que ele se comunique, converse com você, tome a iniciativa e mude primeiro. Para essa tarefa duas coisas serão extremamente importantes: esforço e boa vontade. Deus pode realizar por meio de você algo que você nunca imaginou.

(2) Seja humilde, reconheça suas limitações e ore. Deus em sua soberania planejou tudo de maneira tão sábia que a nossa santificação ou aperfeiçoamento em santidade de vida só acontecerá se antes de nos comunicarmos com o nosso cônjuge exercitamos a nossa comunicação com Deus. A realidade é que temos orado muito pouco. A pergunta é: Quanto tempo você tem gastado em oração por seu marido ou esposa? A oração nos faz mais humildes, mais dependentes de Deus e da sua graça. O exercício da humildade nos leva à submissão, quebra o nosso orgulho, nos transforma em servos uns dos outros.

(3) Busque sempre bons conselhos. Não fique ilhado. Todos nós precisamos de conselheiros bíblicos, classes de casais, conferências e reuniões para sermos supridos. Os casais mais velhos devem ajudar os casais mais novos. Lembre-se: isso é bíblico.

(4) Estude a Palavra e leia bons livros. Leia e estude a Bíblia. Nela encontramos o padrão divino para a comunicação eficaz no casamento. Utilize bons livros e torne-se um pesquisador do assunto. Muita coisa boa tem sido publicada sobre comunicação em livros cristãos para casais.

CONCLUSÃO

Não existe casamento perfeito, e isto é fato. A razão pura e simples é porque nós não somos perfeitos! Contudo, a Bíblia nos diz que Deus é perfeito e misericordioso. Ele nos revelou em sua Palavra a graça abundante e maravilhosa do nosso Senhor Jesus Cristo, a qual redime e restaura os pecadores e seus casamentos. Ele sempre nos leva novamente ao início de tudo.

Pr. Alan Kleber


[1] No Nordeste, barrigudinho.


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009


Comunicação (inclusive no Casamento)
é Sua Responsabilidade

Larry Coy (Adaptado por Helio Menezes)


A mais frequente deficiência nos casamentos não é na área de “afinação sexual”, nem nas áreas badaladas pelos intelectuais, mas sim na de comunicação, comunicação dirigida e controlada pelo Espírito Santo! Aos olhos de Deus, tanto o marido como a esposa têm responsabilidade na boa comunicação (Embora a responsabilidade muito maior, primeira e final, na comunicação, seja a do homem, que deve dar o exemplo, ser o padrão e [amoroso] líder. Os 2:19-20 tem 6 responsabilidades do homem contra 1 da mulher!). Boa comunicação exige laborioso, paciente, determinado esforço... (sob controle do Espírito). Para fazer este estudo, conserve um dedo ou papel marcando 1 Pd 3:7-12.

1. Valorize opiniões e pontos de vista do cônjuge tanto quanto os seus. 1 Pd 3:7a (“com entendimento... coherdeiros”). Rute valorizou (1:16), Pilatos não (Mt27:19).

2. Mostre-lhe deferência. 1 Pd 3:7b (“dando honra... como vaso mais fraco”). // 3:5-6; Ef 5:33.

3. “Para que não sejam impedidas as vossas orações” e comunhão com Deus. 1 Pd 3:7c.

4. Clarifique, dialogue e procure união nas metas-planos-decisões, a curto e a longo prazo. 1 Pd 3:8a (“sede todos de um mesmo sentimento”); Hb 12:14; Fp 2:2. Conceda tempo + paciência + diálogos.

5. Empatize (seja sensível às necessidades do seu cônjuge, compartilhe e mova-se internamente com os seus sentimentos, conforte, encoraje, ria, chore, ... comunique amor). 1 Pd 3:8b (“tendo compaixão um do outro”).

6. Suporte as cargas do seu cônjuge. 1Pd 3:8c (“amando os irmãos como irmãos”). Irmãos são livres para compartilhar cargas e problemas sem medo de repreensão ou rejeição.
- Marido e esposa nunca devem se “aconselhar” (isto exige concentrar-se nas características negativas do outro, comunicando não aceitação...). Aprenda a lidar com o problema real, sem atacar o caráter do outro. Pv 10:13. “Amor, parece que você teve um dia como eu, que não conseguí fazer tudo que queria” é melhor que “Com quem você gastou tanto o seu tempo?”

7. Seja de coração terno e compassivo. 1 Pd 3:8d. (“entranhavelmente misericordiosos”)

8. Seja cortês (mais que nos dias de namoro!), use boas maneiras. 1Pd 3:8e (“e afáveis”).

9. Conserve seus pensamentos (e palavras, tom, etc.) puros. 1 Pd 3:9a (“não tornando mal por mal”).

10. Nunca use linguagem ofensiva (mesmo para revidar) 1 Pd 3:9b (“nem injúria por injúria”); Mt 5:44.

11. Louve seu cônjuge!! 1 Pd 3:9c (“antes... bendizendo”) + Pv31:28-29 // Cant 5:10-16.


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COMUNICAÇÃO (Tg1:19) envolve:
a) Manter os canais abertos: Mt 5:23-24; Tg 5:16. Você sente que as linhas de comunicação estão totalmente abertas com cada um dos da sua família? Você tem liberdade para confidenciar seus mais profundos sonhos e maiores temores e fraquezas com seu cônjuge e filhos crescidos? Cônjuge e filhos sentem que você quer sempre, no coração, o melhor para eles?

b) Procurar e obter atenção antes de começar a comunicar: Chamado a Moisés, Samuel, Saulo,... Exemplos do radioamador, comandante, controlador de vôo, ...

c) Falar comunicando (efetivamente):
• O mais informativa e claramente possível;
• Espiritualmente: Não tortuosamente (Pv 4:4); Com freio (10:11; 29:11,20); Resposta branda (15:1; 25:15);
• Pensadamente (15:28); Relevando ofensas (17:9); Antes ouvindo realmente (18:6); Não revidando (26:4); No tempo apropriado (15:23; Ec 3:7); Verdadeira-puramente (Ef 4:25,29,31). Cada um dos da sua família sabe o que você almeja para você? E espera deles?

d) Ouvir com toda a atenção e boa-vontade (ouvir, este ouvir, é a chave para toda comunicação!): Mt 13:14,19; Tg 1:19; Pv 18:15; 25:12. Você compreende o que seu cônjuge está dizendo com o coração, além de com a boca??... Você dialogou e ajudou cada um dos da sua família a ter objetivos claros (e entendidos)?

e) Sinalizar o que entendeu, para confirmar se entendeu certo: Exemplos de controlador de vôo, cirurgião, etc.

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Conflitos na Comunicação II

Pr. Cleververson de Abreu Faria

Conselho De um Pai Sobre Como Lidar com os Conflitos


Salomão foi um pai que acompanhou a vida de seus filhos e tratou com toda a clareza questões importantes e delicadas. Vamos verificar algumas dessas questões:

A) Despertar do Desejo Sexual
A maioria dos pais sente constrangimento quando precisa falar com os filhos sobre este tema, e é justamente neste conflito que muitos jovens arruinam a sua vida. 

Uma pesquisa mostrou que a maioria das mães solteira nunca teve sequer um diálogo com suas mães sobre o desejo sexual. Uma mãe solteira contou que, uma única vez quando criou coragem para falar sobre este assunto, sua mãe, lhe respondeu: “Vai criar vergonha, filha, vê se ocupa a cabeça com outra coisa”. E quando a mãe mais tarde constatou que a filha estava grávida, ela expulsou-a de casa. 


Salomão acompanhou a vida

de seus filhos  e conversava

com eles sobre seus problemas!

Salomão falou com seus filhos sobre este assunto. Ele mostrou os passos do caminho da depravação e sobretudo os passos de uma vida sexual dentro dos princípios da Palavra de Deus: 

Vida sexual conforme os princípios do mundo: 
1) Começa de forma agradável, como o mel (Pv 5.3);
2) Depois vem a amargura (Pv 5.4);
3) A consequência física é a morte (Pv 5.5);
4) O destino final é o inferno (Pv 5.5). 

Vida sexual conforme os princípios de Deus: 
1) Alegria com a própria esposa, depois do casamento (Pv 5.18);
2) Prazer e atração física constante não só no primeiro momento (Pv 5.19);
3) Fidelidade ao cônjuge (Pv 5.20);
4) Consciência de que o Senhor está presente nesta área também (Pv 5.21).

Uma conversa franca com os filhos, mostrando que o caminho real e permanente do prazer é aquele que Deus aponta, e que portanto Deus não é um “desmancha-prazer”, certamente ajudará a muitos jovens na sua conduta moral.

B) Vida profissional: 
Salomão, sendo riquíssimo, poderia muito bem, se quisesse, permitir que seus filhos fossem ociosos. Porém, ele não poupou a seus filhos, antes lhes ensinou a importância do trabalho (Pv 6.6-11). 

Ele os mandou para junto das formigas para aprenderem a ter responsabilidade própria. O trabalho valoriza a vida da pessoa. Os pais devem ser responsáveis também pela vida profissional e pela disposição pelo trabalho dos filhos, que, no futuro, terão vida independente. As responsabilidades poderão ser pequenas inicialmente, e devem aumentar gradualmente. Pais, que sempre fazem tudo para os seus filhos, os preparam para o fracasso.

C) A pergunta do casamento: 
Salomão mostra a seus filhos que uma escolha mal feita pode resultar numa vida conjugal sob constante tensão. “O gotejar contínuo em dia de chuva, e a mulher rixosa, uma e outra são semelhantes” (Pv 27.15). No capítulo 31 ele fala das características da mulher virtuosa. Acima de tudo, Salomão mostra que a questão do casamento deve ser dirigida pelo Senhor: “A casa e os bens são herança dos pais; porém do Senhor vem a esposa prudente” (Pv 19.14). Os pais podem ajudar os filhos mostrando muitos critérios na escolha do futuro cônjuge, no entanto, somente o Senhor pode dirigir na escolha da pessoa certa. 

Pai: Você tem levado a questão do casamento dos seus filhos perante o Senhor?

D) Vida Espiritual e Recomeço após Fracassos: 
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3.5). A parte mais enfatizada por Salomão é o Temor do Senhor. “No temor do Senhor há firme confiança, e ele será um refúgio para os seus filhos. O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Pv 14.26-27). Os filhos devem aprender desde cedo a importância de uma vida de dependência e submissão a Deus. 

Quanto tempo, você pai, toma para uma vida devocional em família, para uma conversa franca sobre a fé em Deus no vosso lar?

Salomão é realista e sabe que seus filhos terão horas de fracasso, e por isso ele aponta a importância de um novo começo depois do fracasso. “O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas os que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

Pais, vocês têm sido como Salomão e dedicado tempo de sua vida para tratar desses e outros assuntos com seus filhos? Se a resposta for um não, reverta este quadro!
 

Adaptação da Revista Amados... no 25.

sábado, 4 de abril de 2009

Conflitos na Comunicação

Pr. Cleverson de Abreu Faria

O Livro de Provérbios poderia ser chamado de “Carta de um pai para o seu filho”, pois encontramos nele mais de 20 vezes a expressão: “Filho meu”.

O que chama a atenção é que quando ele assim se refere, trata-se de problemas e conflitos.

Já deve ter acontecido de seu filho se destacar por alguma virtude ou realização, você dizer: “Claro, ele é meu filho!” Ao contrário, quando o filho causou vergonha, você disse ao cônjuge: “Veja o que o teu filho aprontou!” Temos facilidade de usar a expressão “meu filho” nas horas de glória, mas ele é igualmente nosso filho quando aprontar alguma, quando não tirar boas notas, quando se envolver com drogas, quando acontecer uma gravidez fora do casamento! E é justamente nas horas de fracasso que os filhos mais precisam ouvir a expressão “meu filho” e saber que tem pais que vão ajudá-lo na sua recuperação.

é justamente nas horas de fracasso
que os filhos mais precisam ouvir
a expressão “meu filho”
A única lembrança que Salomão registra sobre a sua infância é o fato de o seu pai ter gastado tempo com ele. “Porque eu era filho tenro na companhia de meu pai, e único diante de minha mãe. E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive” (Pv 4.3-4).
Quem era o pai de Salomão? Era o rei Davi. Certamente não há entre nós alguém com maior responsabilidade do que este rei — e mesmo assim ele reservava tempo para, pessoalmente, falar com seu filho ainda tenro de idade.

A única lembrança que Salomão
registra sobre a sua infância
é o fato de o seu pai ter
gastado tempo com ele.

ACOMPANHAMENTO: — Notamos no Livro de Provérbios que Salomão acompanhava a seu filho em cada fase, sabendo quais eram os conflitos que este enfrentava em cada idade.

Muitos pais não se dão conta de que os filhos estão crescendo, nem sequer sabem quais são os conflitos que enfrentam no dia a dia.

Quando não existe um diálogo franco e aberto, quando os pais não demonstram interesse em saber o que se passa no íntimo do filho, quando este faz perguntas e os pais não dão a devida importância e não tomam tempo para sentir junto com o filho —
este perderá dos pais a confiança no amor, na compreensão e na disposição de ajudar.

Surgirá um abismo entre eles, e os pais vão achar o filho estranho, como também o filho se sentirá estranho e não compreendido pelos pais.

O jovem precisa aprender a lidar com seus sentimentos, com seus impulsos, com seu tempo, suas aptidões e, principalmente, resolver a questão de seu relacionamento com Deus e a autoridade das Escrituras sobre a sua vida. Ele precisa aprender que existe autoridade e que há limites que precisam ser respeitados.

Existe mães que não gostam de impor limites porque amam muito a seus filhos.
Isto é puro engano. Geralmente a mãe, neste caso, está mais interessada em comprar o amor do filho do que dar amor, pois quem ama usa a disciplina.


É evidente que o filho precisa de seu pai.
Pais não neguem essa ajuda a seu filho.
Seja amigo dele e ele será seu melhor amigo!
Você estará plantando um fruto para toda a eternidade!!!


FONTE: Adaptação da Revista Amados... no 25.