quinta-feira, 7 de abril de 2022
DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Alguém está roubando seu filho!
Alguém está roubando seu filho!
Pr. Eduardo Ferraz
De todos os filmes de Peter Pan, o que mais me chamou a atenção foi aquele interpretado pelos atores Robin Williams no papel de Peter e Dustin Hoffman no papel de Capitão Gancho. Parte do filme retratava um pai tão envolvido em seu trabalho que seus filhos eram sempre prejudicados. O Capitão Gancho entra em cena e acaba ganhando a confiança dos filhos, dando aquilo que ele mais queriam, tempo e atenção (claro, como um vilão!).
Já parou para analisar que muitos pais passam mais da metade de suas vidas mais produtivas, preocupados em “investir e garantir” boas oportunidades a seus filhos? Só que se esquecem que os filhos precisam mais de seus pais hoje do que de seus pais no seu futuro!
Você já ouviu essa frase: “Nossos filhos precisam mais de nossa presença do que de nossos presentes!”?
Temos visto e ouvido nestes últimos anos, vários “profissionais” que tratam do tema “educação de filhos”, nomes consagrados como Içami Tiba, a televisiva Super Nani e outros, “ensinando” muitos pais que enfrentam dificuldades na criação e educação dos filhos.
No começo de meu ministério eu e minha esposa tivemos a grata oportunidade de trabalhar por alguns anos com adolescentes e jovens. Pudemos observar que os jovens que mais necessitavam de atenção, eram aqueles que alguns, de forma muito imprópria, chamam de “aborrecentes”. Eram os jovens cujos pais não davam a atenção, tempo e educação devida quando ainda crianças. Sei que o mundo pós-moderno, dificultou muito a vida dos pais e na educação de seus filhos. Pais são responsáveis em prepará-los para enfrentarem a vida, e quando negligenciam esta responsabilidade eles os “aborrecem” e correm o risco de perdê-los.
Paulo, na sua carta aos Efésios cap. 6 versos 1-4, diz para os filhos obedecerem e honrarem os pais, mas a primeira responsabilidade esta com os pais, pois se estes não ensinarem a seus filhos o que o Senhor ordena como os filhos irão obedecer-lhes e honrá-los?!?
Muitos filhos adolescentes e jovens “proporcionam” maiores ou menores problemas aos seus pais conforme a educação moral e espiritual que receberam quando crianças.
Tenho dois filhos preciosos, assim como vocês também devem considerar os seus. Eles têm nos proporcionado muitas reflexões e desafios em nossa privilegiada e desafiadora missão de pais. Muitas vezes eles me fazem sentir culpado quando penso no tempo que não passo com eles, na educação e exemplo que estou lhes dando. Quero compartilhar com os pais que enfrentam o mesmo problema que eu alguns princípios bíblicos que pela misericórdia de Deus tenho tentado aplicar com meus filhos. Princípios que tenho certeza que muitos dos leitores já ouviram e praticam, mas fica aqui um reforço.
1º) Devemos ser pais intercessores
Orar a Deus pelos nossos filhos é a primeira ação de devemos e podemos fazer. Veja o exemplo do personagem bíblico Jó. No texto de seu livro (Jó 1.4,5) diz que ele continuamente intercedia pelos filhos! O pai Jó se via como um sacerdote do lar e queria ver seus filhos livres das conseqüências do pecado. Orar pelos nossos filhos é um meio de graça que podemos fazer de graça!
2º) Devemos ser pais professores
Vários textos bíblicos nos ordenam a ensinar nossos filhos. Textos como o de Provérbios 22.6 – “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Temos aqui um princípio que ordena o pai preparar o caminho presente e futuro para o filho trilhar. Devemos entender que os filhos dependem de nós para trilharem caminhos de bom caráter e virtudes espirituais. O Salmo 78.1-8 é um exemplo direto para os pais professores ensinarem seus filhos sobre o Senhor e suas maravilhas.
O perigo de não ensinar os filhos sobre quem é Deus, sua graça, seu amor, seus mandamentos e sua justiça, é algo que pode comprometer negativamente uma geração inteira. Foi o que aconteceu no tempo de Juízes, veja: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; pois serviram aos baalins. Deixaram o Senhor, Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e os adoraram, e provocaram o Senhor à ira” (Jz 2.10-13).
Se tiver que deixar uma legado aos seus filhos deixe o melhor legado, e este, é conhecerem ao Senhor.
3º) Devemos ser pais disciplinadores
Infelizmente o estado não compreende os mandamentos e princípios da Palavra de Deus e tem feito um desfavor as famílias e a sociedade em geral, privando as crianças da disciplina que os livrará da morte e do fracasso. Só para pensarmos juntos: Não conheço nenhum dos meus amigos que sejam revoltados ou problemáticos hoje por levarem alguns “petelecos” quando desobedeciam aos pais, pelo contrário, são homens de bem e de caráter.
A disciplina moral e física quando bem aplicadas são bênçãos maravilhosas na vida de nossos filhos, bênçãos que valerão para a vida toda.
Há na Palavra de Deus várias orientações e princípios sobre a disciplina, inclusive com o uso da vara. Confira algumas delas: Provérbios 13.24; 23.13; 29.15.
Nunca discipline seu filho injustamente (explique, faça-o ver que pecou deliberadamente); com ira (faça-o conscientemente e com calma); com brutalidade (nunca use as mãos, mas uma varinha bem dosada, o bum-bum é o melhor lugar); com abandono (dependendo, dê a ele um tempo para chorar e pensar, depois o abrace e diga que o ama).
Caro leitor, poderia também falar do pai amigo, pai que brinca, pai que passeia, pai presente.... mas,deixarei para outra oportunidade. Aproveito para indicar um livro de um querido mestre e amigo, “101 Idéias para a Família” – David J. Merkh/Carol Merkh, Ed. Hagnos.
Por último, algo que também aprendi e sei que é muito importante para “coroar de bênçãos” essas práticas:
Ame e demonstre verdadeiro amor e respeito pelo seu cônjuge, faça seus filhos entenderem e verem que sua esposa/o é o primeiro(a) na escala de seu amor, isso com certeza irá dar muita segurança a eles.
Encerro este Post com as conhecidas palavras de um Juiz de Houston (Texas- USA) publicada na Revista Reads Digest – Seleções em 1963. (fiz minhas adaptações)
DEZ MANEIRAS PARA PERDER SEU FILHO
1º Dê tudo o que ele pedir. Realize todas as suas vontades;
2º Ache graça quando ele falar ou fizer coisas erradas (palavras e coisas que não edifiquem);
3º Não tenha compromisso com a Igreja e nem cobre dele isso também;
4º Nunca use a palavra “pecado”, nem apresente Jesus como Salvador;
5º Faça tudo por ele (p.ex.: guardar brinquedos; arrumar o quarto; resolver os deveres escolares...), prive-o de responsabilidades;
6º Deixe-o assistir o que quiser na TV e navegar onde quiser na internet;
7º Não faça conta do dinheiro que ele gastar, não lhe ensine nunca que dinheiro vem de trabalho duro, e gastá-lo é sempre mais fácil;
8º Jamais diga “NÃO”. Quebre sempre suas promessas de não e sim;
9º Brigue e discuta com o seu cônjuge na frente dele;
10º Não use a correção, castigo e disciplina.
Não deixe que seu filho seja “roubado” pelo “Capitão Gancho”, nem por ninguém. Seja você o “Capitão Temporário” do coração dele, sempre conduzindo-o ao Capitão de sua vida, JESUS CRISTO.
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Uma Palavra aos Pais Estressados
Uma Palavra aos Pais Estressados
Que Legado Você Deixará para Seu Filho?
Que Legado Você Deixará para Seu Filho?
Querido leitor, você que é pai já parou e pensou sobre isso? Eu mesmo tenho me questionado a respeito. Se eu morresse hoje, qual seria o impacto mais forte que eu teria causado na vida de minhas filhas?
Uma pergunta crucial
Um dia, um escriba da lei aproximou-se de Jesus com uma pergunta semelhante: "Mestre, qual é o grande mandamento da lei?" (Mt 22.36).
Jesus, retrocedendo a Deuteronômio 6, respondeu: "Amarás o Senhor teu Deus, de todo teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento".
Uma herança eterna
O legado que eu gostaria de deixar para minhas filhas é que elas tenham aprendido a amar a Deus de todo coração.
Para que isso aconteça com nossos filhos é necessário, antes de tudo, que eles conheçam a Deus. Não podemos delegar essa responsabilidade ao professor de Escola Dominical. Não é ele quem deve levar nossos filhos a Cristo.
Esse é o fundamento que os pais devem dar a seus filhos: levá-los ao conhecimento de Deus através de Jesus Cristo.
A importância de ser um exemplo positivo
Para ajudá-los a alcançar esse conhecimento, é necessário, segundo Deuteronômio 6.6, que nos submetamos à vontade de Deus. Se pretendemos vê-los crescendo espiritualmente através do estudo e meditação da Palavra, precisamos servir de exemplo e fazer o mesmo.
Porém, apenas ser fiel nos momentos a sós com o Senhor não é suficiente. Para que eles assimilem a importância de andar com Deus a cada instante, eles precisam observar-nos obedecendo-O, sempre.
Quando minhas filhas ainda eram pequenas, eu costumava passear muito com elas de carro. Às vezes eu ultrapassava o limite de velocidade, então elas me repreendiam:
- Papai, você está acima do limite de velocidade!
Se um pai espera que seus filhos obedeçam às autoridades ou às regras e leis da sociedade para não se tornarem desajustados e arcarem com uma série de contratempos, precisam servir de exemplo para eles.
Ensinando pacientemente
As palavras de Moisés implicam num segundo passo: "...tu as inculcarás a teus filhos" (Dt 6.7).
A palavra inculcar significa imprimir a Palavra de Deus na mente e no coração da criança. Converse com seu filho sempre que houver oportunidade, diariamente, sentado em sua casa, andando pelo caminho, quando vocês levantarem e quando forem deitar.
Pai, enquanto seus filhos forem pequenos, o privilégio de ler para eles será inteiramente seu. Você é a pessoa escolhida para conversar com eles sobre a Palavra e seu significado na vida. Você deve ajudá-los a decorar versículos, a entender o que querem dizer e ensiná-los a aplicá-los no dia-a-dia. Uma sugestão. Que tal Hebreus 13.6 para começar?
Vida com Deus
Em Deuteronômio 6.8,9 ressaltamos a necessidade de uma constante aplicação da Palavra de Deus: ...também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas".
"... As atarás como sinal na tua mão", indica que toda ação deve ser baseada no ensino das Escrituras.
"... E te serão por frontal entre os olhos" - todo pensamento e decisão devem ser submetidos à Palavra.
"...umbrais e portas" - uma exortação para que em tudo, absolutamente em tudo, obedeçamos às Escrituras.
Os filhos precisam perceber, assistir, testemunhar a Palavra de Deus sendo aplicada, sem reservas, na vida familiar, no calor do cotidiano. Lições eternas são aprendidas à beira da cama, antes da criança dormir, quando ela conversa e ora com seus pais. Pela manhã, no carro, a caminho da escola, o simples observar da natureza e a menção do poder, amor e graça de Deus para conosco, perpetuam-se inesquecivelmente na lembrança.
Se você morresse, qual o legado que seu filho receberia de sua parte? Jesus mostrou-nos a maior e melhor herança que podemos dar a eles: amar a Deus de forma integral e completa, de coração, alma e força.
Caro pai, espero que esse seja um desafio prioritário em sua vida!
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Amando a Deus e a família na ordem certa
Os Dez Mandamentos devem ser aplicados em todas as áreas da sociedade, especialmente na família. A Lei Moral são princípios absolutos, imutáveis e universais, ou seja, ela sempre será verdade em qualquer cultura, em todas as épocas e em todos os lugares. Não importa a geração, nem mesmo a experiência ou a falta de maturidade de vida, a Palavra de Deus dura para sempre e eternamente será reguladora para determinar como devemos viver de modo agradável diante de Deus.
O primeiro mandamento do Decálogo determina que não devemos amar ninguém acima do SENHOR Deus. Esta é uma ordem que não pode ser negociada. Somos devedores do cuidado que nossos pais dispensaram a nós. Numa outra relação, também temos um vínculo afetivo intenso com os nossos filhos, mas isso não seria motivo para amá-los acima do Senhor.
A tendência natural de supervalorizar os nossos pais e filhos acima das outras pessoas comuns é uma forma saudável de amá-los. Entretanto, isto torna-se numa atitude perigosa, quando os colocamos acima de Deus. Por isso, o nosso Senhor exige um amor exclusivo que é dEle, numa relação incomparavelmente superior em intensidade e qualidade. Isto significa que devemos amar, temer e obedecê-Lo prioritariamente acima de qualquer pessoa que valorizamos, mesmo que sejam nossos pais, ou os nossos filhos. O Senhor Jesus nos adverte declarando que "quem ama seu pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10:37).
Como advertência lembremos do negativo exemplo do sacerdote Eli e os seus dois filhos, Hofni e Finéias (1 Sm 1:3-4:18). A profecia contra a casa de Eli foi terrível por causa da gravidade do seu pecado, isto é, ele idolatrava os próprios filhos. Deus reprovou o sacerdote, dizendo: "por que pisais aos pés os meus sacrífcios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?" (1 Sm 3:29). Qualquer sentimento por nossos filhos que supere o nosso amor e temor pelo SENHOR torna-se numa disposição ou ato de idolatria contra Deus.
A Escritura Sagrada narra a submissão de Abraão pelo SENHOR, quando Ele exigiu que o pai da fé sacrificasse Isaque sobre o monte Moriá (Gn 22:1-19). O amor e devoção de Abraão estava acima de tudo, direcionada para a glória de Deus. Ele foi honrado pela sua obediência. O Anjo do SENHOR lhe disse: "jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho" (Gn 22:16). Por serem nossos filhos herdeiros da Aliança, devemos conduzi-los como eles são: do Senhor Deus.
Você deve amar os seus filhos e os seus pais, entretanto, adoração é algo que somente Deus merece. Não podemos obedecer aos nossos pais, se eles exigirem que façamos algo contrário à Palavra de Deus. Do mesmo modo, não devemos satisfazer aos caprichos dos nossos filhos, mimando os seus desejos pecaminosos, isto é uma forma de idolatria, porque desonramos voluntariamente a ordenança de Deus de sermos santos, e de consagrarmos tudo a Ele, em todas as circunstâncias, em especial, a nossa família. Não coloquemos a nossa família em perigo, lembre-se: Deus odeia a idolatria!
Os nossos pais e filhos precisam ter certeza de que em nossos relacionamentos estarão seguros, não porque os amamos acima de qualquer um, ou de todas as circunstâncias, mas sim, porque amamos ao Senhor sobre todas as coisas.


