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quinta-feira, 7 de abril de 2022

DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?

 DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?

O Brasil tem testemunhado a violência que muitas crianças sofrem nas mãos de babás ou das creches. São filhos e filhas cuja mãe não possui mais tempo de estar com eles, pois optou por auxiliar o marido nas finanças do lar. Isso tem demonstrado que muitas criaças tem sofrido violência de todos os lados ou perdem a vida por um descuido ou displiscência. Houve o famoso caso em 2008 quando três casais perderam o filho no momento em que estavam numa creche. Na época o noticiário mostrou o sofrimento atroz e a busca de uma resposta para a tragédia impiedosa e desesperadora por parte dos pais. Como pai que sou sinto-me solidário para com essas famílias enlutadas.

Mas além da perplexidade, também refleti um pouco sobre o caso do pequeno Gabriel de 7 meses que possuía Refluxo Gastroesofágico, problema que provoca o vômito ou regurgitação do alimento. Era uma criança que requeria cuidados especiais e uma vigilância ininterrupta, principalmente quando estava dormindo. Não quero de forma nenhuma criminalizar os pais ou os funcionários da creche, isso cabe aos investigadores. Meu objetivo é pensar um pouco sobre de quem é a responsabilidade de cuidar de uma criança, principalmente nos primeiros anos de vida.

Hoje o mundo ocidental vive o frenesi do consumo fazendo com que o indivíduo busque mais e mais a prosperidade financeira. O desejo de ter para ser proporciona horas de trabalho exageradas, além de impulsionar a mulher ao mercado de trabalho juntamente com o marido. É aqui que esbarramos no dilema da criação dos filhos. É justo deixá-los a mercê das creches ou dos parentes próximos ou a responsabilidade cabe aos pais? Pensemos um pouco no que são os nossos filhos:

1. Filho é incompatível com o trabalho desenfreado. Não estou aqui condenando o trabalho pelo sustento. Até mesmo mães e pais solteiros ou divorciados precisam proporcionar o mínimo para a sobrevivência digna e honrada dos filhos. Mas acredito que não é correto abandoná-los em nome de encargos que tomam muitas horas do dia. Nesse contexto é que entra o papel da mãe como aquela que está próxima para proteger e criar. Infelizmente muitas mães sequer possuem um tempo reduzido com os filhos. O contato só ocorre quando a criança já está dormindo. Até mesmo os pais negligenciam o tempo de qualidade com a família em nome dos serões ou dos encontros com os amigos no final do expediente. A ausência certamente acarretará em problemas emocionais e sociais graves à criança no futuro.

2. Filho é prioridade das mães. Esse raciocínio é tão contundente que o Estado proporciona uma licença compulsória para que as mães possam exercer a maternidade sem interrupção. Muitas não sabem do sofrimento que os filhos vivem por conta da ausência diária que resulta num sentimento de desprezo. Quando se está diante da carreira e, ao mesmo tempo, da criação de um filho, não há como negar a prioridade deste filho acima das pretensões profissionais. Ninguém é obrigado a se tornar mãe, ninguém é obrigado a conceber, ninguém é obrigado a abandonar o trabalho para cuidar de crianças. Se alguém quer se dedicar ao trabalho e prosperar na vida financeira deve então, nesse caso, optar por não ter filhos. Se um casal procria, logo estão estabelecendo prioridades. Assim como Paulo afirmou que para o evangelista o melhor é continuar solteiro, eu afirmo que para as mulheres que preferem trabalhar na busca da realização pessoal ou para melhorar a renda do marido o melhor é não ter filhos. Parece uma afirmação dura, mas perceber o sofrimento de tantas crianças, adolescentes e jovens pela ausência dos pais, principalmente da mãe, isso sim é algo duro e chocante.

3. Filho é o nosso campo educacional. Muitos imaginam que a responsabilidade educacional do filho cabe à escola e à igreja. Isentam-se de ensiná-los a Lei do Senhor que direciona todo o olhar para o mundo em que vivemos. A cosmovisão cristã sempre é abafada pela mídia, pelo evolucionismo ateu e pela criação impessoal proporcionada pelas empregadas domésticas, creches ou professores. A disciplina, privilégio restritíssimo dos pais, é um bem negligenciado hoje em dia. Como o tempo com o filho é reduzido aos mirrados finais de semana, os pais, com crise de consciência, não aplicam a disciplina, ao contrário, oferecem uma tolerância prejudicial, desafeiçoada e desamorosa. Filhos que são entregues a si mesmos não desenvolvem o princípio de autoridade, noção que em muito prejudica o relacionamento com Deus. Não esqueçamos, a responsabilidade de evangelizar, de doutrinar, de transmitir conhecimento e de moralizar é prioritariamente dos pais. A igreja, a escola, o sábio conselho dos amigos e parentes são ferramentas periféricas que consolidam a educação no lar.

Eu sei que um texto como esse está na contramão da sociedade em que vivemos. Mas acredito que o futuro dos filhos dirá quem está com a razão. Não tenho medo de errar ao afirmar que vale muito mais um filho equilibrado e crente diante das dificuldades financeiras do que uma vida abastada com o filho desequilibrado e longe do Senhor. É por isso que a pergunta continua no ar: de quem é a responsabilidade?

Sola Scriptura.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Alguém está roubando seu filho!

 Alguém está roubando seu filho!

                                                                                                                                    Pr. Eduardo Ferraz

clip_image002De todos os filmes de Peter Pan, o que mais me chamou a atenção foi aquele interpretado pelos atores Robin Williams no papel de Peter e Dustin Hoffman no papel de Capitão Gancho. Parte do filme retratava um pai tão envolvido em seu trabalho que seus filhos eram sempre prejudicados. O Capitão Gancho entra em cena e acaba ganhando a confiança dos filhos, dando aquilo que ele mais queriam, tempo e atenção (claro, como um vilão!).

Já parou para analisar que muitos pais passam mais da metade de suas vidas mais produtivas, preocupados em “investir e garantir” boas oportunidades a seus filhos? Só que se esquecem que os filhos precisam mais de seus pais hoje do que de seus pais no seu futuro!

Você já ouviu essa frase: “Nossos filhos precisam mais de nossa presença do que de nossos presentes!”?

Temos visto e ouvido nestes últimos anos, vários “profissionais” que tratam do tema “educação de filhos”, nomes consagrados como Içami Tiba, a televisiva Super Nani e outros, “ensinando” muitos pais que enfrentam dificuldades na criação e educação dos filhos.

No começo de meu ministério eu e minha esposa tivemos a grata oportunidade de trabalhar por alguns anos com adolescentes e jovens. Pudemos observar que os jovens que mais necessitavam de atenção, eram aqueles que alguns, de forma muito imprópria, chamam de “aborrecentes”. Eram os jovens cujos pais não davam a atenção, tempo e educação devida quando ainda crianças. Sei que o mundo pós-moderno, dificultou muito a vida dos pais e na educação de seus filhos. Pais são responsáveis em prepará-los para enfrentarem a vida, e quando negligenciam esta responsabilidade eles os “aborrecem” e correm o risco de perdê-los.

Paulo, na sua carta aos Efésios cap. 6 versos 1-4, diz para os filhos obedecerem e honrarem os pais, mas a primeira responsabilidade esta com os pais, pois se estes não ensinarem a seus filhos o que o Senhor ordena como os filhos irão obedecer-lhes e honrá-los?!?

Muitos filhos adolescentes e jovens “proporcionam” maiores ou menores problemas aos seus pais conforme a educação moral e espiritual que receberam quando crianças.

Tenho dois filhos preciosos, assim como vocês também devem considerar os seus. Eles têm nos proporcionado muitas reflexões e desafios em nossa privilegiada e desafiadora missão de pais. Muitas vezes eles me fazem sentir culpado quando penso no tempo que não passo com eles, na educação e exemplo que estou lhes dando. Quero compartilhar com os pais que enfrentam o mesmo problema que eu alguns princípios bíblicos que pela misericórdia de Deus tenho tentado aplicar com meus filhos. Princípios que tenho certeza que muitos dos leitores já ouviram e praticam, mas fica aqui um reforço.

1º) Devemos ser pais intercessores

Orar a Deus pelos nossos filhos é a primeira ação de devemos e podemos fazer. Veja o exemplo do personagem bíblico Jó. No texto de seu livro (Jó 1.4,5) diz que ele continuamente intercedia pelos filhos! O pai Jó se via como um sacerdote do lar e queria ver seus filhos livres das conseqüências do pecado. Orar pelos nossos filhos é um meio de graça que podemos fazer de graça!

2º) Devemos ser pais professores

Vários textos bíblicos nos ordenam a ensinar nossos filhos. Textos como o de Provérbios 22.6 – “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Temos aqui um princípio que ordena o pai preparar o caminho presente e futuro para o filho trilhar. Devemos entender que os filhos dependem de nós para trilharem caminhos de bom caráter e virtudes espirituais. O Salmo 78.1-8 é um exemplo direto para os pais professores ensinarem seus filhos sobre o Senhor e suas maravilhas.

O perigo de não ensinar os filhos sobre quem é Deus, sua graça, seu amor, seus mandamentos e sua justiça, é algo que pode comprometer negativamente uma geração inteira. Foi o que aconteceu no tempo de Juízes, veja: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; pois serviram aos baalins. Deixaram o Senhor, Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e os adoraram, e provocaram o Senhor à ira” (Jz 2.10-13).

Se tiver que deixar uma legado aos seus filhos deixe o melhor legado, e este, é conhecerem ao Senhor.

3º) Devemos ser pais disciplinadores

Infelizmente o estado não compreende os mandamentos e princípios da Palavra de Deus e tem feito um desfavor as famílias e a sociedade em geral, privando as crianças da disciplina que os livrará da morte e do fracasso. Só para pensarmos juntos: Não conheço nenhum dos meus amigos que sejam revoltados ou problemáticos hoje por levarem alguns “petelecos” quando desobedeciam aos pais, pelo contrário, são homens de bem e de caráter.

A disciplina moral e física quando bem aplicadas são bênçãos maravilhosas na vida de nossos filhos, bênçãos que valerão para a vida toda.

Há na Palavra de Deus várias orientações e princípios sobre a disciplina, inclusive com o uso da vara. Confira algumas delas: Provérbios 13.24; 23.13; 29.15.

Nunca discipline seu filho injustamente (explique, faça-o ver que pecou deliberadamente); com ira (faça-o conscientemente e com calma); com brutalidade (nunca use as mãos, mas uma varinha bem dosada, o bum-bum é o melhor lugar); com abandono (dependendo, dê a ele um tempo para chorar e pensar, depois o abrace e diga que o ama).

Caro leitor, poderia também falar do pai amigo, pai que brinca, pai que passeia, pai presente.... mas,deixarei para outra oportunidade. Aproveito para indicar um livro de um querido mestre e amigo, “101 Idéias para a Família” – David J. Merkh/Carol Merkh, Ed. Hagnos.

Por último, algo que também aprendi e sei que é muito importante para “coroar de bênçãos” essas práticas:

Ame e demonstre verdadeiro amor e respeito pelo seu cônjuge, faça seus filhos entenderem e verem que sua esposa/o é o primeiro(a) na escala de seu amor, isso com certeza irá dar muita segurança a eles.

Encerro este Post com as conhecidas palavras de um Juiz de Houston (Texas- USA) publicada na Revista Reads Digest – Seleções em 1963. (fiz minhas adaptações)

DEZ MANEIRAS PARA PERDER SEU FILHO

1º Dê tudo o que ele pedir. Realize todas as suas vontades;

2º Ache graça quando ele falar ou fizer coisas erradas (palavras e coisas que não edifiquem);

3º Não tenha compromisso com a Igreja e nem cobre dele isso também;

4º Nunca use a palavra “pecado”, nem apresente Jesus como Salvador;

5º Faça tudo por ele (p.ex.: guardar brinquedos; arrumar o quarto; resolver os deveres escolares...), prive-o de responsabilidades;

6º Deixe-o assistir o que quiser na TV e navegar onde quiser na internet;

7º Não faça conta do dinheiro que ele gastar, não lhe ensine nunca que dinheiro vem de trabalho duro, e gastá-lo é sempre mais fácil;

8º Jamais diga “NÃO”. Quebre sempre suas promessas de não e sim;

9º Brigue e discuta com o seu cônjuge na frente dele;

10º Não use a correção, castigo e disciplina.

Não deixe que seu filho seja “roubado” pelo “Capitão Gancho”, nem por ninguém. Seja você o “Capitão Temporário” do coração dele, sempre conduzindo-o ao Capitão de sua vida, JESUS CRISTO.


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Uma Palavra aos Pais Estressados

 Uma Palavra aos Pais Estressados

                           Robério Odair Basílio de Azevedo

Há um ditado popular que diz que “ser pai não é para qualquer um e muito menos para covardes.” De fato, essa é uma tarefa prazerosa, porém muito estressante. No caso de verdadeiros cristãos, a razão de toda preocupação é motivada no fato de que a própria alma dos filhos está envolvida nessa questão. Pais tementes a Deus estão tão preocupados com a glória de Deus, que a mais terrível angústia é ver seus próprios filhos agindo e vivendo como ímpios que não temem ao Senhor. Oh! Quantas lágrimas têm sido derramadas por servos de Deus ao perceberem que seus filhos não exibem as marcas de uma conversão genuína.

Tenho ouvido o relato choroso de muitos pais que consagraram seus filhos ao Senhor, mas agora percebem o quão distante eles estão do caminho da salvação e rumam a passos largos para o inferno. Filhos que tiveram em seus joelhos e braços, agora são uma presa nas mãos de Satanás! Pais que viram a água do batismo escorrer sobre a cabeça dos filhos, agora percebem que suas mentes estão cheias de filosofias e valores mundanos!
Nessa difícil tarefa de criar filhos é imprescindível recorrer às claras instruções delineadas nas Sagradas Escrituras, pois elas de fato podem nos dar orientações muito claras sobre como devemos agir. Assim, o resumo que segue é uma simples enumeração de alguns princípios que ajudarão os pais estressados a não desanimarem ao contemplarem a vida ímpia que seus filhos têm vivido:

Primeiro, lembre-se que a sabedoria no coração dos filhos é uma obra exclusiva de Deus e ocorre como resultado da salvação implantada em seus corações. Quando Deus salva alguém, não apenas o regenera, mas implanta temor em seu coração. De acordo com Provérbios 1:7 e 10:1, apenas o temor do Senhor pode produzir sabedoria nos corações dos nossos filhos. Essa sabedoria não tem nada haver com acúmulo de conhecimentos, mas com a firmeza de propósito em aplicar os mandamentos de Deus em cada circunstância da vida. Sabedoria, portanto, tem haver com obediência a Deus, mas só Deus pode plantar essa obediência através da conversão (Tt. 3:4-5) e fazê-la germinar através de Sua palavra (1 Pe. 1:23). Filhos que demonstram rebeldia a Deus, e, concomitantemente, aos pais, exibem um sinal claro de que, possivelmente, não foram regenerados, e sua desobediência, rebelião e ingratidão são sinais de que nunca nasceram de novo, apesar de freqüentarem a igreja.

Segundo, reconheça suas limitações em interferir em questões espirituais concernentes a salvação do seu filho. Como pai, você pode interferir em muitas áreas na vida de seu filho, menos na salvação de sua alma. Talvez você faça parte de uma longa lista de pais aflitos que sofreram ao ver o egoísmo estampado nas ações do filho ou filhos. Como Adão, Isaque e Jacó, você pode estar presenciado a desunião dos filhos! Como Arão, é possível que veja a mão de Deus pesar sobre eles! Como Samuel, Davi e muitos outros reis piedosos de Israel, talvez esteja enfrentando angústias ao perceber que seus filhos não andam e nem seguem os seus caminhos e exemplos! Ao sentir o peso de tamanha tristeza, não desanime. Nessas horas busque ao único que sabe lidar com a aflição – Deus. Reconheça que na questão espiritual apenas Ele pode fazer algo. Apenas o Seu poder pode mudar seu filho ou filhos, portanto busque-O humildemente em oração. Nunca esqueça que todos os seus esforços e dinheiro gasto com as melhores escolas não serão suficientes para produzir um centímetro de vida espiritual na vida dos seus queridos filhos! Se o seu coração está apertado, ore sem cessar e aprenda a depender de Deus sem jamais desanimar (Lc. 11:13). Peça também a pessoas discretas a batalharem com você em oração e recorra a Deus através de Cristo. Lembre-se do exemplo de muitos outros que apresentaram seus filhos ao Senhor Jesus e receberam uma resposta positiva (Mc. 9:17; Mt. 15:22).

Terceiro, humilhe-se na presença do Senhor e avalie sua vida. Os filhos geralmente imitam os pecados dos pais e percebem a inconsistência entre o que eles falam e dizem. Eles drenam o veneno do seu pecado e seguem seu péssimo exemplo. Lembre-se que você é um pecador e pode estar envenenando a vida do seu filho com sua própria falta de temor verdadeiro ao Senhor. Há dois tipos de pecados que podem arruinar seu papel como pai e líder espiritual. Primeiro, seus próprios pecados em relação aos seus pais (Gn. 42:1). Isso nos lembra a história de um pai que exclamou para o filho: “Nunca um homem teve um filho tão ruim e ingrato!” Porém o filho respondeu: “Sim, meus avós tiveram!” Ou seja, antes de avaliar seu filho, avalie-se primeiro como filho e confesse ao Senhor suas possíveis falhas. Trate com amor seus pais e isso será um poderoso exemplo para seu filho! Segundo, examine os seus próprios pecados que foram praticados contra seus filhos. É muito embaraçoso olhar para os filhos e descobrir que nos imitam em tudo, inclusive no que concerne aos nossos pecados. Ao descobrir isso, humilhe-se diante de Deus e faça dos pecados dos seus filhos os seus próprios. Arrependa-se e abandone os seus pecados, pois não conseguirá ajudar seus filhos a menos que mortifique os seus próprios pecados.

Quarto, ensine amorosamente e admoeste incansavelmente a seu filho. A Bíblia ensina que você deve disciplinar e instruir seu filho (Ef. 6:4). Essa instrução deve ser diária, e tanto ocasional como sistemática (Dt. 6:1-9). Lembre-se da importância do culto doméstico diário, pois ele terá um papel fundamental no ensino da Palavra de Deus para seu filho. Chame a atenção dele para que observe as Escrituras e sempre o repreenda de forma clara e serena. Trate sempre pecado como pecado e seja amoroso e paciente como a mãe do rei Lemuel (Pv. 31:1-9). Lidere seu filho e faça o que a Bíblia diz que muitos homens não fizeram — Discipline-o e deixe-o arcar com as conseqüências de seus atos errados. Não siga o exemplo de Eli, que não tinha autoridade sobre seus filhos e foi punido por Deus (1Sm. 2:29; 3:13). Ao perceber qualquer sinal de pecado e rebeldia em seu filho, você deve levá-lo a examinar o seu coração, pois é possível que não tenha nascido de novo ou esteja vivendo em frieza espiritual. A diferença entre um estado e outro, é que no caso da frieza espiritual a insensatez é passageira e momentânea, mas no caso da falta de conversão e impiedade, a insensatez é permanente e agravante.

Em suma: lembre-se que você não pode converter o coração do seu filho, mas ao ver qualquer sinal de insensatez ou ausência de marcas de conversão na vida dele ou deles, tome quatro atitudes: Ore, analise sua vida, seja um líder espiritual e reprove as atitudes erradas do seu filho.


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Que Legado Você Deixará para Seu Filho?

 Que Legado Você Deixará para Seu Filho?

 
Pr. Jaime Kemp

Querido leitor, você que é pai já parou e pensou sobre isso? Eu mesmo tenho me questionado a respeito. Se eu morresse hoje, qual seria o impacto mais forte que eu teria causado na vida de minhas filhas?

Uma pergunta crucial

Um dia, um escriba da lei aproximou-se de Jesus com uma pergunta semelhante: "Mestre, qual é o grande mandamento da lei?" (Mt 22.36).

Jesus, retrocedendo a Deuteronômio 6, respondeu: "Amarás o Senhor teu Deus, de todo teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento".

Uma herança eterna

O legado que eu gostaria de deixar para minhas filhas é que elas tenham aprendido a amar a Deus de todo coração.

Para que isso aconteça com nossos filhos é necessário, antes de tudo, que eles conheçam a Deus. Não podemos delegar essa responsabilidade ao professor de Escola Dominical. Não é ele quem deve levar nossos filhos a Cristo.

Esse é o fundamento que os pais devem dar a seus filhos: levá-los ao conhecimento de Deus através de Jesus Cristo.

A importância de ser um exemplo positivo

Para ajudá-los a alcançar esse conhecimento, é necessário, segundo Deuteronômio 6.6, que nos submetamos à vontade de Deus. Se pretendemos vê-los crescendo espiritualmente através do estudo e meditação da Palavra, precisamos servir de exemplo e fazer o mesmo.

Porém, apenas ser fiel nos momentos a sós com o Senhor não é suficiente. Para que eles assimilem a importância de andar com Deus a cada instante, eles precisam observar-nos obedecendo-O, sempre.

Quando minhas filhas ainda eram pequenas, eu costumava passear muito com elas de carro. Às vezes eu ultrapassava o limite de velocidade, então elas me repreendiam:

- Papai, você está acima do limite de velocidade!

Se um pai espera que seus filhos obedeçam às autoridades ou às regras e leis da sociedade para não se tornarem desajustados e arcarem com uma série de contratempos, precisam servir de exemplo para eles.

Ensinando pacientemente

As palavras de Moisés implicam num segundo passo: "...tu as inculcarás a teus filhos" (Dt 6.7).

A palavra inculcar significa imprimir a Palavra de Deus na mente e no coração da criança. Converse com seu filho sempre que houver oportunidade, diariamente, sentado em sua casa, andando pelo caminho, quando vocês levantarem e quando forem deitar.

Pai, enquanto seus filhos forem pequenos, o privilégio de ler para eles será inteiramente seu. Você é a pessoa escolhida para conversar com eles sobre a Palavra e seu significado na vida. Você deve ajudá-los a decorar versículos, a entender o que querem dizer e ensiná-los a aplicá-los no dia-a-dia. Uma sugestão. Que tal Hebreus 13.6 para começar?

Vida com Deus

Em Deuteronômio 6.8,9 ressaltamos a necessidade de uma constante aplicação da Palavra de Deus: ...também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas".

"... As atarás como sinal na tua mão", indica que toda ação deve ser baseada no ensino das Escrituras.

"... E te serão por frontal entre os olhos" - todo pensamento e decisão devem ser submetidos à Palavra.

"...umbrais e portas" - uma exortação para que em tudo, absolutamente em tudo, obedeçamos às Escrituras.

Os filhos precisam perceber, assistir, testemunhar a Palavra de Deus sendo aplicada, sem reservas, na vida familiar, no calor do cotidiano. Lições eternas são aprendidas à beira da cama, antes da criança dormir, quando ela conversa e ora com seus pais. Pela manhã, no carro, a caminho da escola, o simples observar da natureza e a menção do poder, amor e graça de Deus para conosco, perpetuam-se inesquecivelmente na lembrança.

Se você morresse, qual o legado que seu filho receberia de sua parte? Jesus mostrou-nos a maior e melhor herança que podemos dar a eles: amar a Deus de forma integral e completa, de coração, alma e força.

Caro pai, espero que esse seja um desafio prioritário em sua vida!

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Amando a Deus e a família na ordem certa



Os Dez Mandamentos devem ser aplicados em todas as áreas da sociedade, especialmente na família. A Lei Moral são princípios absolutos, imutáveis e universais, ou seja, ela sempre será verdade em qualquer cultura, em todas as épocas e em todos os lugares. Não importa a geração, nem mesmo a experiência ou a falta de maturidade de vida, a Palavra de Deus dura para sempre e eternamente será reguladora para determinar como devemos viver de modo agradável diante de Deus.

O primeiro mandamento do Decálogo determina que não devemos amar ninguém acima do SENHOR Deus. Esta é uma ordem que não pode ser negociada. Somos devedores do cuidado que nossos pais dispensaram a nós. Numa outra relação, também temos um vínculo afetivo intenso com os nossos filhos, mas isso não seria motivo para amá-los acima do Senhor.

A tendência natural de supervalorizar os nossos pais e filhos acima das outras pessoas comuns é uma forma saudável de amá-los. Entretanto, isto torna-se numa atitude perigosa, quando os colocamos acima de Deus. Por isso, o nosso Senhor exige um amor exclusivo que é dEle, numa relação incomparavelmente superior em intensidade e qualidade. Isto significa que devemos amar, temer e obedecê-Lo prioritariamente acima de qualquer pessoa que valorizamos, mesmo que sejam nossos pais, ou os nossos filhos. O Senhor Jesus nos adverte declarando que "quem ama seu pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10:37).

Como advertência lembremos do negativo exemplo do sacerdote Eli e os seus dois filhos, Hofni e Finéias (1 Sm 1:3-4:18). A profecia contra a casa de Eli foi terrível por causa da gravidade do seu pecado, isto é, ele idolatrava os próprios filhos. Deus reprovou o sacerdote, dizendo: "por que pisais aos pés os meus sacrífcios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?" (1 Sm 3:29). Qualquer sentimento por nossos filhos que supere o nosso amor e temor pelo SENHOR torna-se numa disposição ou ato de idolatria contra Deus.

A Escritura Sagrada narra a submissão de Abraão pelo SENHOR, quando Ele exigiu que o pai da fé sacrificasse Isaque sobre o monte Moriá (Gn 22:1-19). O amor e devoção de Abraão estava acima de tudo, direcionada para a glória de Deus. Ele foi honrado pela sua obediência. O Anjo do SENHOR lhe disse: "jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho" (Gn 22:16). Por serem nossos filhos herdeiros da Aliança, devemos conduzi-los como eles são: do Senhor Deus.

Você deve amar os seus filhos e os seus pais, entretanto, adoração é algo que somente Deus merece. Não podemos obedecer aos nossos pais, se eles exigirem que façamos algo contrário à Palavra de Deus. Do mesmo modo, não devemos satisfazer aos caprichos dos nossos filhos, mimando os seus desejos pecaminosos, isto é uma forma de idolatria, porque desonramos voluntariamente a ordenança de Deus de sermos santos, e de consagrarmos tudo a Ele, em todas as circunstâncias, em especial, a nossa família. Não coloquemos a nossa família em perigo, lembre-se: Deus odeia a idolatria!

Os nossos pais e filhos precisam ter certeza de que em nossos relacionamentos estarão seguros, não porque os amamos acima de qualquer um, ou de todas as circunstâncias, mas sim, porque amamos ao Senhor sobre todas as coisas.

Ewerton B. Tokashiki