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sábado, 18 de abril de 2009

Santificação

Pr. Cleverson de Abreu Faria


O grande propósito de Deus em estabelecer o Seu reino entre os homens é conseguir duas coisas:
1) estabelecer uma união vital entre Si mesmo e o homem;
2) produzir nos homens um caráter que esteja de acordo com esta nova relação existente entre os dois.

Na palavra santificação temos duas idéias:
1) a idéia de uma relação especial com Deus, e
2) de um caráter santo.

Palavras hebraicas utilizadas no Velho Testamento: Qodesh (substantivo), separação, santidade; Qadash (verbo), separar; Qadosh (adjetivo), santo, sagrado.

No Novo Testamento, Paulo nos dá a idéia da santificação no sentido de consagrar-mos a Deus (Rm 12.1), bem como o tornar-mos semelhantes a Deus (Rm 6.1-12).

Pedro também ensina a mesma coisa (1Pe 1.15,16,22). Ele nos apresenta quatro razões pela qual o cristão deve ser santo em todo o seu procedimento:
1) porque Deus é Santo (1Pe 1.16);
2) porque o cristão deverá comparecer perante o tribunal de Cristo (1Pe 1.17);
3) porque o cristão é peregrino aqui neste mundo (1Pe 1.17);
4) porque o cristão é resgatado e comprado para Deus (1Pe 1.18).

A santificação é então um processo no qual o crente torna-se santo e puro, esta é a nossa posição em Cristo, santos ou santificados (1Pe 2.9; 1Co 1.2); é aqui que o crente alcança o alvo que Deus tinha em vista quando o regenerou; nossa salvação é desenvolvida pelo poder Deus em santificação (Fp 3.7-14; 2.12,13).

Santificação envolve a separação do pecado e a separação para Deus.

Palavras gregas utilizadas no Novo Testamento: Hagiazo, designa a operação divina mediante a qual Deus de uma maneira especial produz no homem a qualidade subjetiva da santidade; Hieros, sagrado; Hosios, santo; Hagnos, puro, imaculado, sem culpa; Hagios, santo, separado. Nomes que denotam santificação: Hagiásmos, santificação, santidade, consagração; Hagiotes, santidade; Hagiosune, santidade.

Os aspectos da santificação são:
1) santificação posicional, isto acontece no momento em que a pessoa crê em Cristo (Hb 10.10,14; Jd 1; Ef 4.24);
2) santificação experimental, isto é um processo diário, o crente procura a santificação no seu dia a dia (Rm 12.1,2);
3) santificação final, isso acontecerá na segunda vinda de Cristo, por meio do arrebatamento, quando finalmente atingiremos o estágio final (Rm 8.29; Ef 5.25-27; 1Jo 3.1-3).

Alguns elementos na santificação:
* é uma realização exclusivamente divina, realizado por meio de Cristo e através do Espírito Santo (Ez 37.28; 1Ts 2.23; Jd 1; Hb 2.11; 13.12; Rm 15.16; 1Co 6.11; 1Ts 4.8);
* o crente é separado para Deus e para o Seu serviço (Gl 4.3; 1Co 6.17);
* Cristo é o nosso maior exemplo de santidade, porquanto Ele é a nossa santificação (1Co 1.30);
* o crente é conduzido à mortificação da natureza pecaminosa por meio da santificação (1Ts 4.3);
* é dito que sem santidade ninguém verá a Deus (Rm 6.22; Ef 5.7-9; Hb 12.14);
* a santificação torna a oferta dos santos aceitável a Deus (Rm 15.16);
* é da vontade Deus que os crentes sejam santos (1Ts 4.13); os ministros de Deus são separados para o serviço divino por meio da santificação (Jr 1.5).

O alvo da santificação é a perfeição de Deus (Mt 5.48).

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Namoro Misto: Coração Dividido

Pr. Cleverson de Abreu Faria


Muitos crentes têm o seu coração dividido entre a paixão por uma pessoa descrente e o amor a Deus. O principal objetivo deste estudo visa ajudar jovens crentes que se encontram envolvidos em namoro com descrentes.


Namoro: vantagens e perigos


A Bíblia nada nos fala sobre namoro, a razão é porque nos tempos bíblicos os costumes eram outros, o pai era quem escolhia a noiva para seu filho.


Uma vantagem no namoro de hoje é o conhecimento mútuo e a liberdade para poder acabá-lo.


Um perigo se encontra nas carícias íntimas e um outro em achar que se pode namorar o quanto mais, melhor. Os prejuízos acarretados por uma pessoa assim reflete em uma imagem bastante depreciada, tempo sacrificado, constante exposição a sensualidade.


Namoro misto e separação


Separação: um dos princípios básicos das Escrituras.


Baseando-se nos princípios de separação existe uma exigência divina em que os crentes não devem ter uma comunhão íntima com os não-crentes (Gn 12.1; 2Co 6.14-18).


Paulo indica que pessoas diferentes, ou seja, um crente e um descrente, que se encontram ligados entre si, sujeitos as mesmas obrigações e responsabilidades, constitui uma união não aprovada por Deus, um par desigual.


Na relação entre crente e descrente o que se requer é: nada de jugo desigual, sociedade, comunhão, harmonia, união ou ligação.


Existem relacionamentos que são aprovados entre o crente e o descrente: amizade comum, transação comercial, profissional, grêmios culturais e esportivos em colégios, etc. Da mesma forma os não aprovados: sociedade comercial, casamento, comunhão espiritual.


Em uma amizade íntima de um crente com um descrente há três grandes perigos:

1. Esse tipo de amizade desenvolve uma forte influência de um para com o outro.

2. O crente sente-se de várias formas tentado a se comportar de forma não recomendável para acompanhar o seu amigo descrente.

3. Esse tipo de amizade toma muito tempo do crente.


O namoro desigual colide com outros princípios bíblicos.


Mais três princípios


Namoro Misto e o Propósito das Ações


Um namoro cheio de propósitos puros gera automaticamente atitudes corretas (1Sm 10.7b). O propósito de todo namoro deve ser o casamento e quando esse propósito não está na mente dos namorados, então o namoro fica distorcido.


Namoro Misto e a Pureza do Crente

No namoro, o sexo mesmo sendo entre crentes, constitui-se em uma das áreas mais delicadas da vida cristã. Sabemos que o sexo em si não é de forma alguma pecaminosa, pois foi dado por Deus, porém este deve ser praticado exclusivamente entre casados. Entre o casal de namorados há sempre uma forte atração sexual. Deve-se cuidar com carinhos que no início são sempre ingênuos, logo avançam e transformam-se em intimidades sexuais.


Paulo incita aos crentes a fugirem de toda sorte de imoralidade. Existe uma probabilidade bem grande do crente contaminar a sua pureza com o descrente. Deus exige que seus filhos mantenham-se incontaminados e o descrente dificilmente contribui para isso.


Namoro Misto e o Bom Testemunho

O namoro misto para o crente, provoca mau testemunho e sofrimento para sua igreja. Ele afeta o testemunho para com os de fora, ocorrendo então vários comentários e cobranças para com o crente. Para com os de dentro o crente pode influenciar recém-convertidos a seguirem o seu exemplo. Paulo nos fala que o crente deve ter um testemunho digno para com todos.


Argumentos???


Muitos procuram arranjar bons argumentos para lhes servirem de “tábua de salvação”. Entre os vários estão:

¨ “Eu não namoro para casar”, porém esquecem que estão deturpando o significado do namoro.


¨ “Eu não consigo acabar o namoro”, muitos culpam a Deus por não conseguirem terminar tal namoro, porém esquecem que ‘Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças’. O problema é evidenciado na falta de forças para enfrentar a vida sem aquele namoro. O que estes devem fazer é: primeiro, acabá-lo; segundo, e depois serem capacitados a suportar as consequências. Talvez alegam que gostam mais da namorada ou namorado e não suportaria ficar longe dela, amando mais a ela do que a Cristo; ou alegam que a namorada o ama tanto e sofreria com o seu fim. Mas Cristo nos amou muito mais, sendo cuspido por amor de nós, esbofeteado no rosto, humilhado e escarnecido publicamente e ainda como se não bastasse morreu em uma cruz, tudo por amor a você.


¨ “Estou evangelizando a minha namorada (o)”, mas esquecem que se não estão obedecendo a Deus, como esperar que ela (ele) o faça? A Bíblia é clara que temos que ser diferentes, não podemos ser como os incrédulos. Se uma pessoa olhar para nossa vida e ver que não estamos obedecendo a Deus, como esperaremos que ele o faça?


¨ “Muitos namoros desiguais já deram certo”, porém se esquecem que fatos isolados não nos dá condições para conclusões definidas. Algumas vezes é a misericórdia de Deus por esse filho, apesar do namoro irregular. Porém, a grande e imensa maioria dos casos é demonstrado que tal namoro não progride e muito menos trás felicidade para aqueles que insistem.


¨ “Dificilmente conseguirei um crente para namorar e casar”, porém esquecem do poder e do cuidado de Deus por seus filhos e que Ele pode providenciar tudo, inclusive uma namorada(o). Deus quer a nossa felicidade muito mais do que nós mesmos a queremos.


¨ “Já sou muito fiel em outras áreas”, dizendo assim se esquecem que Cristo quer que guardemos todos os seus mandamentos.


¨ “Já fui disciplinado, agora é que eu namoro mesmo”, mas esquecem que a disciplina é para o crente sentir o peso do pecado e voltar para os passos de Cristo; reagir negativamente é acrescentar pecado sobre pecado.


Vale a Pena?


Os que namoram descrentes e acham que sinceramente não estão cometendo pecado algum, torna-se necessário fazer uma avaliação sobre este assunto da vida cristã baseado nas seguintes perguntas: Tem examinado as Escrituras? Tem orado?


Os que usam os argumentos apenas como mera desculpa se encontram bem mais complicados diante de Deus, pois estão sendo hipócritas e Cristo falou claramente contra esse tipo de pessoa.


Uma pergunta pode ser feita: Vale a pena correr o risco de desagradar a Deus com um namoro misto?


Os riscos possíveis seriam: entristecer o Espírito Santo; sofrer disciplina diretamente de Deus; provocar sofrimento a Igreja em geral e irmãos em particular; sofrer disciplina da Igreja; mostrar-se indigno do Senhor Jesus Cristo; vir a casar-se com o descrente, comprometendo sua futura felicidade; os filhos desse casamento misto serão orientados de uma maneira confusa.


Outra pergunta seria: Vale a pena praticar algo que é, no mínimo, duvidoso?


A Palavra de Deus diz que aquele que pratica o que se tem dúvida é condenado.


Em suma: ele está pecando perante Deus. Não um pecado que é passageiro, sendo por um breve momento cometido, e sim um pecado consciente, contínuo, prolongado.

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Estudo baseado no Livro:

Coração Dividido: Um estudo sobre namoro misto, de Mauro Clark;

FC Editora LTDA; Fortaleza, Ceará.